Igrejas Incendiadas e 90 Mortes em Camarões

Um contingente de cerca de 800 homens do Boko Haram invadiu a cidade Camaronense de Fotokol que está situada na fronteira com a Nigéria; os fanáticos atacaram o povoado , incendiaram igrejas e mataram 90 pessoas, deixando mais de 500 feridos em dois dias de total destruição.

Os motivos para o ataque dos radicais foi em retaliação à ação militar dos dois países na cidade de Gamboru, do outro lado da fronteira. A operação resultou na morte de 250 extremistas.

Segundo o ministro de Comunicação de Camarões, Issa Tchiroma Bakari, os extremistas incendiaram igrejas, mesquitas e vilarejos.

O ministro explicou:

Eles mataram jovens que resistiram a se unir a eles para lutar contra as forças camaronesas.

Por sua vez, foi organizada uma ofensiva conjunta do Chade e Níger contra os guerrilheiros do Boko Haram. O objetivo dos países africanos fronteiriços com a Nigéria é frear o avanço dos insurgentes que começam uma escalada de violência contra os países vizinhos.

Nos últimos meses, os militantes nigerianos já expandiram suas forças, para Camarões e Chade, provocando o terror junto às populações como eles fazem na Nigéria desde 2009. Os terroristas são responsáveis por milhares de vítimas nigerianas.

Segundo os veículos de informação, a atitude dos dois países africanos foi considerada a primeira ação contra as tropas do Boko Haram; até então o objetivo era apenas impedir invasões dos terroristas nos territórios dos dois países.

O comando de ambos os países contou com cerca de 300 veículos, um número considerado baixo se comparado ao tamanho do grupo de terroristas.

O Chade e o Níger decidiram agir contra o Boko Haram depois que a Nigéria pediu ajuda internacional para poder vencer os terroristas.

O nome Boko Haram significa figurativamente “a educação ocidental ou não-islâmica é um pecado”, segundo as línguas faladas no Norte da Nigéria. Seus militantes lutam pelo cumprimento da Charia (lei religiosa islâmica fundada no Alcorão) e sequestram meninas com o argumento de que elas vão começar uma vida nova como servas.



Fonte: Jornal Mensageiro da Paz –  Ano 85 – Número 1.559 – Pág. 13 – Abril de 2015

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